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na cidade

As aldeias nacionais para fugir às multidões recomendadas pelo “The Washington Post”

O jornal destacou 12 destinos espalhados pelo mundo que continuam a resistir à pressão do turismo e da gentrificação.
Um dos 12 destinos do Washington Post.

As Aldeias do Xisto são um tesouro escondido no coração de Portugal. Situadas nas encostas da serra da Lousã e da serra do Açor, estas 27 pequenas localidades, com ruelas estreitas e sinuosas, preservam a autenticidade das tradições e arquitetura que remontam há séculos. As casas, construídas em pedra e cobertas de ardósia, conferem um charme único a estas povoações que se fundem perfeitamente com a paisagem natural circundante. 

Acarinhadas pelos portugueses há décadas, foram agora “descobertas” pelo “The Washington Post”. O jornal norte-americano recomenda as Aldeias do Xisto como um dos 12 destinos para “onde viajar em 2024, sem multidões”.

Situadas na região centro, “estão escondidas nas encostas das montanhas, entre vales pitorescos e rios serpenteantes”, descreve o artigo publicado a 31 de janeiro. As 27 povoações encontram-se divididas por quatro unidades territoriais: 12 na Serra da Lousã, cinco na Serra do Açor, seis ao longo do rio Zêzere e quatro junto ao Tejo-Ocreza.

“São particularmente populares entre os caminhantes, ciclistas e amantes da natureza”, lê-se no artigo. O próprio site das aldeias disponibiliza os vários trilhos possíveis, desde os mais simples aos mais complexos. Os “Caminhos do Xisto” são rotas pedestres de pequena distância, em regra circulares. Muitas são recuperações de percursos usados há séculos pelas comunidades locais. Por sua vez, se gosta de desafios, pode experimentar a “Grande Rota do Zêzere”, que se divide em nove unidades que refletem as características do rio e da sua envolvente. Cada um destes setores agrega várias etapas, cada uma entendida entre dois painéis informativos.

Naturalmente, há ainda espaço para referir algumas propostas de alojamento, afirmando que existem alternativas para todos os orçamentos. Pode optar por propriedades de luxo, como as Casas do Côro, em Marialva, e a Cerdeira Home for Creativity, um conjunto de nove casas de xisto restauradas para alugar, assim mencionou o grupo de imprensa.

Como não poderia deixar de ser, o “The Washington Post” termina referindo a cozinha portuguesa, com o aval de Miguel Andrade — um jornalista e investigador gastronómico. Andrade recomenda a chanfana, explicando que se trata de um guisado de cabra tradicionalmente cozinhado com vinho tinto numa panela de barro em fogo aberto. É uma receita típica de Miranda do Corvo e da Lousã, regiões que integram algumas das aldeias históricas. Aliás, nesta última, existe um festival gastronómico que dá nome ao prato e onde se juntam 24 restaurantes para preparar a refeição, pronta a deixar rendido qualquer um. 

Carregue na galeria para conhecer os restantes destinos recomendados pelo jornal norte-americano para quem quer fugir às multidões.

 

 

 

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