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“Top Gun: Maverick” já está disponível na Netflix

A sequela do filme que lançou definitivamente Tom Cuise arrisca tornar-se um dos filmes mais vistos em família neste Natal.
O filme de Tom Cruise chegou à Netflix

Há uma nova maratona televisiva para fazer no Natal. “Maverick”, a sequela de “Top Gun”,, chegou esta sexta-feira, 22 de dezembro, à Netflix. Uma boa notícia para os fãs de binge watching, uma vez que o primeiro filme já integrava o catálogo da plataforma de streaming desde 1 de agosto de 2022. As duas produções protagonizadas por Tom Cruise já se tornaram referências incontornáveis da cultura pop (e da história do cinema).

Volvidos mais de 30 anos sobre os acontecimentos da primeira longa-metragem, nem tudo mudou. O protagonista, Maverick, mantém-se como um piloto de referência, irreverente e algo louco, que trabalha num programa militar com aviões: o Top Gun. Ao longo da carreira, foi amplamente distinguido e medalhado, mas os poucos cuidados nalgumas operações — e a habitual pouca reverência pelas ordens superiores — fizeram com que estivesse perto de ser expulso da carreia militar. Pelos vistos, o seu anjo da guarda foi sempre Iceman (Val Kilmer), o rival da história original.

O filme não teve efeitos produzidos em computador — ou seja, foram pilotados caças reais durante inúmeras horas de filmagens. O resultado é eficaz: as muitas sequências de aviões em acrobacias aéreas são impressionantes. Joseph Kosinski, o realizador, teve as melhores tecnologias à disposição para potenciar o novo “Top Gun: Maverick” e conseguiu obter sequências tão realistas como emocionantes.

Sem revelarmos spoilers, o filme aposta em vários elementos nostálgicos e presta tributo a detalhes da história original que se tornaram icónicos — seja na banda sonora, nas cenas consideradas homoeróticas por muitos fãs, ou na sentida homenagem que faz a Val Kilmer, ator que fazia de Iceman, e que sofre de cancro na garganta, o que o impede de falar e, essencialmente, de trabalhar.

O guião competente e coeso de “Top Gun: Maverick” faz a ponte entre este legado e a nova história. Os momentos de humor são possivelmente alguns dos melhores do filme — mas não espere ficar assim tão surpreendido. Este é um filme fechado em si mesmo, que não aborda temáticas maiores, e a própria missão que junta Maverick aos novos pilotos é completamente unidimensional.

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