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cultura

“Saltburn”: um dos filmes mais polémicos e explícitos do ano chegou ao streaming

Esgotou salas de cinema nos EUA, mas não foi exibido em Portugal. Agora, está disponível no catálogo da Amazon Prime.
Estreou nos cinemas a 22 de novembro.

A realizadora Emerald Fennell sabia muito bem o que queria fazer quando gravou “Saltburn”. As cenas explícitas e cruas do filme, como forma de “despertar sensações reprimidas”, são um dos motivos pelos quais a produção se tornou um fenómeno nas redes sociais, mesmo antes de chegar às salas de cinema internacionais, a 22 de novembro.

Se até ao momento a longa-metragem não estava disponível em Portugal, a espera terminou. O filme passou a estar disponível na plataforma da Amazon Prime Video esta sexta-feira, 22 de dezembro, precisamente um mês após a estreia.

“Saltburn” combina elementos de thriller e de comédia negra e é protagonizado por dois jovens atores, Barry Keoghan (“The Killing of a Sacred Deer” e “Os Espíritos de Inisherin”) e Jacob Elordi (“Euphoria” e “Priscilla”). À dupla talentosa juntou-se uma controversa campanha publicitária.

O mais recente trabalho de Emerald Fennell, realizadora responsável por “Promising Young Woman”, acompanha a história de Oliver Quick, um estudante da Universidade de Oxford, com dificuldade em ambientar-se. Tudo muda quando começa a sentir-se atraído pelo mundo do encantador e aristocrático Felix Catton (Elordi).

Felix convida Oliver para passar um inesquecível verão em Saltburn, a extravagante propriedade da família. Aqui, o rapaz desajustado vai mergulhar em experiência únicas, mas também se vai encontrar no centro de segredos familiares desconfortáveis.

As primeiras imagens e sinopses prometiam momentos “explícitos” envolvendo a personagem de Keoghan, desde cenas de dança em nu integral a sexo “gráfico”. O frémito criado antecipadamente nas redes sociais desembocou nas salas de cinema.

Com exibições em apenas algumas salas dos Estados Unidos, arrecadou cerca de 290 mil euros no total, gerando um lucro de 41 mil euros por sala. Em comparação, o último lançamento de Wes Anderson, “Asteroid City”, nos mesmos moldes, lucrou 92 mil euros por espaço.

“Existe uma linha direta entre os fluidos trocados neste filme e o facto de não nos ter sido permitido respirar o mesmo ar durante quase dois anos”, argumentou a realizadora, em entrevista à Sky News. “Quero despertar emoções semelhantes à sensação de estarmos num quarto escuro cheio de estranhos, sem saber no que podemos tocar.”

Carregue na galeria para conhecer todas as grandes séries (e regressos) do mês de novembro.

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