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Sabia que Coimbra já teve um Castelo? Isabel Anjinho revela o desenho

A sessão decorre sexta-feira, 26 de maio, na Sala D. João III no Arquivo da Universidade de Coimbra. Tem início às 18 horas.
Isabel Anjinho é uma das autoras do projeto.

Um modelo 3D virtual promete esta sexta-feira, 26 de maio, revelar edifícios e espaços desconhecidos de grande parte da população da antiga cidade de Coimbra. O projeto, da autoria da arquiteta Isabel Anjinho, será o tema da próxima edição das “Conversas Abertas” que se realiza às 18 horas na Sala D. João III do Arquivo da Universidade de Coimbra.

De acordo com a folha de sala, que será entregue na sessão, as primeiras plantas surgiram no século XVIII e reportam ao século XII. Segundo esses desenhos, onde consta apenas metade da estrutura edificada original, o antigo Castelo de Coimbra foi edificado na zona da atual Praça D. Dinis. Tal planta não invalida a hipótese de ter existido outro edifício, no tempo dos condes portucalenses, na atual zona da Couraça de Lisboa (ligação da Alta para a Baixa da cidade).

Neste último caso, estaremos a falar de um castelo que tinha como objetivo a defesa da Ponte sobre o Rio Mondego no eixo de ligação entre o norte e o sul do País. Além da planta pombalina, foram sendo conhecidas diversas descrições deste castelo, algumas delas confirmadas em 2008. Nesse ano e no âmbito de escavações feitas, verificou-se que “ainda existe parte das fundações da Torre de Menagem do castelo, concluída no tempo de D. Afonso Henriques”.

“Demolida, parcialmente, em 1773, ainda chegou ao século XX com cerca de um terço da sua edificação original, sendo sacrificada em prol da construção da cidade universitária”, refere a historiadora.

Na apresentação, será explicada a forma como foi possível chegar à totalidade do desenho do castelo. A entrada é gratuita. Isabel Anjinho é arquiteta, engenheira civil, mestre em História da Arte e pós-graduada em “Recuperação e Valorização de Conjuntos e Edifícios Históricos”. Neste modelo 3D virtual, participou ainda o arquiteto Rúben Vilas Boas.

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