cultura

Oficina Municipal de Teatro de Coimbra vai transformar-se num cabaret este fim de semana

"Music-hall" é a mais recente criação da Companhia de Teatro de Almada. Já pode comprar os bilhetes.
Encenação pertence a Rogério de Carvalho.

A Oficina Municipal do Teatro (OMT) de Coimbra acolhe este fim de semana a mais recente produção da Companhia de Teatro de Almada. “Music-hall” é o título da peça baseada no texto original de Jean-Luc Lagarce. Através da encenação de Rogério de Carvalho, é-nos contada a história de uma rapariga que, acompanhada pelos seus “dois acólitos — ou boys, como lhes chama —, nos guia pelos desaires da sua carreira decadente como artista de music-hall”. 

Ao longo da peça, que estará em cena no sábado, 27 de maio, pelas 21h30 e no domingo, 28 de maio, às 17 horas, temos acesso ao percurso de “uma por assim-dizer vedeta que, na verdade, toda a vida só atuou em salas de segunda ordem”. “Torna-se, por isso, praticamente inevitável identificarmo-nos com esta artista claudicante que, apesar das dificuldades técnicas e da falta de público, nunca abdica dos seus ensejos de criação e da sua vontade de representar”, refere a companhia.

Teresa Gafeira, João Farraia e Pedro Walter são os atores que mostram, “entre o divertido e o ridículo, as ilusões de grandeza desta rapariga”. Trabalhado numa linguagem próxima do cabaret, o espectador não tem a certeza se a rapariga “está a reencenar o mesmo espetáculo pela enésima vez ou se quer contar a história da sua carreira falhada de uma forma teatral”. Esta dúvida, que se mantém ao longo de toda a peça, cria uma tensão que não permite que o estado de atenção permanente por parte dos espectadores se desfaça”, diz a companhia.

Rogério de Carvalho tem uma relação profunda e antiga — pelo menos desde o final dos anos 80 — com a cidade de Coimbra. Como nunca se quis manter somente no teatro profissional, foi responsável pela formação de sucessivas gerações de elementos do teatro universitário: dirigiu espetáculos nos Teatros Universitários do Minho e do Porto e é uma referência da história recente do Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra (TEUC), para o qual dirigiu “O Sonho”, de Strindberg, o “Auto da Índia”, de Gil Vicente, “Platonov”, de Tchekhov, “A mulher canhota”, de Peter Handke, ou “Oresteia”, de Ésquilo. Além disso, também já colaborou em produções d’A Escola da Noite.

Os bilhetes custam 10€. Pode comprar os ingressos na plataforma Ticketline e na Oficina Municipal do Teatro (OMT).

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