É um dos filmes mais aguardados de 2026 e conta com Margot Robbie e Jacob Elordi nos papéis principais. Trata-se de uma nova adaptação de “O Monte dos Vendavais”, considerado um dos maiores romances góticos da literatura. O filme chega às salas de cinema portuguesas a 12 de fevereiro e o primeiro trailer foi revelado esta quinta-feira, 13 de novembro.
As primeiras imagens chegam acompanhadas por uma canção inédita de Charli XCX, “Chains of Live”, e mostram Cathy e Heathcliff a conhecerem-se ainda em miúdos, antes de se verem separados por enormes diferenças sociais.
“O que farias, Heathcliff, se fosses rico?”, pergunta a personagem de Margot Robbie. “Suponho que faria o que todos os homens ricos fazem”, responde o órfão interpretado por Elordi. “Viver numa grande casa, ser cruel para os meus criados, arranjar uma esposa.”
Mais tarde, Cathy revela que terá de casar com o abastado Edgar Linton (Shazad Latif) para manter o estatuto social. Heathcliff, devastado, dedica a sua vida a destruir as duas famílias. Mas Cathy continua dividida entre o amor e a obrigação, enquanto os dois discutem e se beijam intensamente à chuva. “Então beija-me, e que sejamos ambos condenados”, diz Heathcliff no final do vídeo.
A realização, o argumento e a produção estão a cargo de Emerald Fennell, conhecida por “Saltburn” e “Promising Young Woman”. O elenco conta ainda com Hong Chau no papel de Nelly Dean e Alison Oliver como Isabella Linton. Owen Cooper (“Adolescência”) e Charlotte Mellington (do musical de “Matilda”) interpretam as versões mais novas dos protagonistas.
“O Monte dos Vendavais”, publicado originalmente no final de 1847 sob o pseudónimo Ellis Bell, é o único romance de Emily Brontë e uma das obras mais singulares da literatura inglesa.
À época, o livro causou enorme estranheza: a crítica vitoriana considerou-o “brutal”, “selvagem” e moralmente perturbador, especialmente pela intensidade emocional entre Heathcliff e Catherine Earnshaw, pelo retrato cru da violência psicológica e social e pela estrutura narrativa pouco convencional, contada por múltiplas vozes e com saltos temporais.
As vendas iniciais foram modestas — sabe-se apenas que não foi um sucesso comercial, e que o impacto imediato ficou muito aquém de outras escritoras suas contemporâneas, como Charlotte Brontë. No entanto, após a morte precoce de Emily em 1848, a reputação do livro começou a crescer.
Durante o século XX, transformou-se num fenómeno literário internacional: tornou-se leitura obrigatória em escolas e universidades, foi amplamente traduzido, analisado em estudos sobre romantismo, gótico, psicologia e crítica social, e inspirou inúmeras adaptações para cinema, televisão, teatro, música e banda desenhada.
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