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Jovens da Mealhada gravam filme com “uma simples câmara Sony e microfone de 20 euros”

Projeto estreia a 21 de setembro no Cineteatro Messias. Gravações duraram três semanas e decorreram na Mealhada e Praia de Mira.
Gravação do filme "A Ratoeira Portuguesa".

Manuel Lopes, Lourenço Ligeiro e Tomás Estarreja são os autores da mais recente comédia do cinema português, “A Ratoeira Portuguesa”. Os ex-alunos do curso de Multimédia da Escola Profissional Vasconcellos Lebre, com sede na Mealhada, decidiram avançar com este projeto em agosto do ano passado.

Nessa altura, referem, começaram a escrever o guião e, no final do ano passado, já tinham no papel a história de Luís Merenda, um jovem prestes a ser expulso de casa pelo seu pai e que procura ajuda do tio Paulo Merenda, gerente de uma máfia de roubo de catalisadores. Com a ajuda do amigo Manuel, um mexicano especialista em assaltos a mansões, Luís embarca numa jornada caótica para recuperar o dinheiro perdido e pagar a sua dívida, enfrentando situações hilariantes e desastrosas.

Recorrendo a colegas e conhecidos, os três jovens decidiram avançar com as gravações. Durante três semanas, tendo como recursos “uma simples câmara Sony e um microfone de 20 euros”, passaram para o grande ecrã esta história. A maioria das cenas decorreram na Mealhada, mas os produtores e realizadores decidiram também fazer algumas gravações na Praia de Mira.

O resultado final deste primeiro trabalho vai poder ser conhecido na noite do próximo dia 21 de setembro. “A Ratoeira Portuguesa” será exibido no Cineteatro Messias e já tem lotação esgotada.

Devido às muitas solicitações, os jovens, em conjunto com a Câmara Municipal da Mealhada, decidiram agendar uma nova sessão para o dia 22 de setembro, pelas 21h30. Os bilhetes podem ser adquiridos diretamente na bilheteira física do Cineteatro Messias.

Os três jovens prometem “uma hora de muito riso, cenas hilariantes e muito improviso, de atores que são amadores, alguns dos quais nunca antes nestas lides”. “Creio que nos divertimos todos a fazer este filme e que o público também se irá divertir”, afirmam os jovens que iniciam agora carreiras nas áreas do digital, marketing e multimédia.

Do filme, esperam apenas que as pessoas se divirtam, mas admitem ter já tantas ideias na cabeça que estão na calha outros dois, numa trilogia hilariante assegurada pela sua produtora “Goose Five Records”, “obviamente uma produtora fictícia que representa o todo o trabalho feito por nós”, asseguram.

O cartaz.

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