cultura

Festival Apura apresenta-se na Casa das Artes Bissaya Barreto

Atividades incluem concertos, performances, exposições e workshops. Apoio do município permite gratuidade do evento.
Atividades do Festival Apura são gratuitas.

Sob o mote “Apura o teu underground”, o festival Apura que vai decorrer nos dias 21, 22 e 23 de setembro, em Coimbra, já divulgou a sua programação. O line-up foi apresentado esta quinta-feira, dia 7 de setembro, pelas 17 horas, no novo espaço da Casa das Artes Bissaya Barreto. Na sessão marcaram presença Bernardo Matos, responsável pela edição deste ano, Bernardo Rocha, fundador do festival, e José Manuel da Silva, presidente da Câmara Municipal de Coimbra, assim como representantes das várias entidades parceiras.

A iniciativa, que começa oficialmente no dia 21, conta com várias expressões culturais na sua programação e distribui-se por três sítios diferentes. O Salão Brazil vai acolher os vários workshops que vão decorrer ao longo do evento, enquanto a Casa das Artes Bissaya Barreto vai dar palco aos concertos e demais exposições artísticas. Já a República da Praça vai abrir as portas a alguns concertos e aos DJ sets, que vão encerrar o primeiro e último dia do festival.

Os concertos vão contar com várias estreias de artistas que nunca atuaram em Coimbra, como Lucifer Pool Party e Synapse Archives no dia 21, e Rodrigo Silveira, no dia 22. Já no dia 23, a organização destaca a estreia de Matilde Tarrinha e Assafrão, numa “performance multidisciplinar”, a decorrer na Casa das Artes.

B Fachada no Apura

Como tem sido costume, o Apura conta com um warm-up que começa já no dia 12 de setembro. Este aquecimento vai decorrer também nos dias 13, 14 e 17 de setembro, com várias atividades. O evento em destaque nestes dias que antecedem o festival é a presença de B Fachada, cantor e compositor, que vai dar quatro concertos entre os dias 13 e 14 de setembro, em quatro repúblicas diferentes.

Às 17 horas do dia 13, o artista marca presença na Real República do Bota-Abaixo e, pelas 23 horas, na Real República dos Fantasmas. O programa volta a repetir-se no dia 14, mas desta vez nos Paços da República dos Kágados, às 17 horas e na Real República Rápo-Taxo, às 23 horas.

Segundo a organização, estes concertos servem para dar apoio tanto à Real República dos Fantasmas, como à Real República da Rapó-Taxo, que estão a tentar comprar as suas casas. Apesar de os espetáculos serem gratuitos, a Associação Cultural Apura afirma que ambas as repúblicas vão ter espaço para promoverem a sua própria angariação de fundos, através da venda de bebidas e brindes. Vai também estar disponível uma caixa de donativos, para quem quiser contribuir.

Bernardo Rocha sublinhou a importância do apoio do município de Coimbra, que permitiu que o festival Apura mantivesse “o acesso livre a todas as atividades”. Referiu também a importância da colaboração da Casa das Artes Bissaya Barreto e do Jazz ao Centro Clube, que têm sido “estruturais” para a realização do evento. As expectativa é atrair “pessoas interessadas” aos vários eventos.

Bernardo Matos, responsável pela quarta edição do festival, explicou que em comparação com anos anteriores, o evento aumentou de dimensão. De acordo com o organizador, procurou-se olhar para Coimbra como “ponto de encontro entre outras cidades”, indo buscar não só artistas locais, como do panorama nacional. A Associação Cultural Apura refere também que este ano se tentou dar “um salto progressivo” na diversificação de ações, sendo que a edição de 2023 vai ser casa de 35 projetos artísticos, das mais variadas vertentes.

Por fim, o presidente do município de Coimbra considerou que o Apura é dos festivais “mais estimulantes pelas várias manifestações artísticas” que oferece ao longo dos três dias de programação. Realçou que a Câmara pretende continuar o seu apoio à realização do evento. “Fazem sentir que se está na cidade certa para viver e apoiar a cultura”, concluiu o autarca.

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