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cultura

aBAND’onados: “Espero que as pessoas levem algo do concerto, nem que seja um refrão”

A banda atua este sábado, no Liquidâmbar, em Coimbra. Os bilhetes são vendidos à entrada pelo valor simbólico de 3€.
Preparam-se para um ano em cheio.

Existem estilos de música que nunca saem de moda, desde o pop, indie e o rock, claro. Um desses exemplos são os aBAND’onados, uma banda de rock conimbricense formada durante a pandemia. É composta por quatro elementos: Ricardo Serra, vocalista e guitarrista, João Vilel, guitarrista e coros, Pedro Amado, baixista e coros e ainda Ricardo Basílio, o baterista.

Todos os temas são cantados em português e inspiram-se em diversos projetos nacionais, como os Xutos e Pontapés, GNR e UHF. O primeiro single, “Ao Metro”, atingiu as 13 mil visualizações no YouTube. O lançamento resultou em diversas entrevistas para a rádio e jornais. Ao longo dos últimos anos, lançaram ainda o “Mosquito na Teia”, “Tu só vives uma vez” e “Este país”.

Devido às influências dos diferentes membros, a banda procura explorar os diversos ângulos do rock, como pop rock, funk rock, alternative rock, indie rock, punk rock, entre outros. Se ficou curioso, os músicos preparam-se para dar o primeiro concerto do ano, em Coimbra.

Este será o último espetáculo ao vivo, antes de o grupo ir para estúdio fazer as gravações do primeiro álbum. A atuação vai acontecer este sábado, 30 de março, no Liquidâmbar em Coimbra, pelas 21h30. Os bilhetes são adquiridos à porta pelo valor simbólico de 3€. A propósito deste concerto, a New in Coimbra esteve à conversa com Ricardo Serra, o vocalista dos aBAND’onados. Leia a entrevista na íntegra.

Por que razão é que escolheram aBAND’onados para o nome da banda?
Como a banda se formou durante a pandemia, esta foi uma altura em que todos os artistas estavam parados e sentiam-se abandonados. O nosso nome nasceu em função disso, quase como uma homenagem a todos os artistas que estavam a passar por momentos muito complicados. Depois de já termos esse nome escolhido, o Ricardo Basílio achou que seria engraçado salientar a palavra “band” em abandonados. Por isso, decidimos fazer esse trocadilho engraçado. A parte curiosa é que também acabou por combinar bem com o primeiro single, “Ao Metro”, uma vez que aborda a temática do abandono de serviços para a construção do metro.

Como se conheceram e decidiram avançar com este projeto?
Éramos amigos de longa data e já tínhamos partilhado ideias para outros projetos. Por isso, além da música, já existia uma amizade. Vivemos todos no mesmo local, em Sobral de Ceira. Em 2020, estava a participar numa iniciativa de músicas ao vivo e com a pandemia tivemos de parar. Em conversa, juntámos as nossas ideias e decidimos avançar em conjunto. O primeiro single foi, sem dúvida, uma aprendizagem, a letra já estava escrita por mim. Mostrei esse trabalho aos restantes elementos, que acharam uma ótima ideia e quiseram gravar. Assim, aproveitámos o confinamento para começar algo que sempre queríamos. Inicialmente, foi tudo caseiro, não tinha qualquer conhecimento de estúdio e decidi gravar o tema em casa. Como o resultado teve uma boa adesão, decidimos continuar. Além da música, todos temos trabalhos a tempo inteiro, o que dificulta o processo. O que costumamos fazer, é falar todas as segundas-feiras e destinar os dias mais indicados para nos encontrarmos. Geralmente, ensaiamos e escrevemos juntos duas vezes por semana.

Como se descrevem enquanto banda?
Gostamos de dizer que somos uma banda rock com as mais variadas influências na música. Somos quatro elementos e é claro que cada um contribui com uma sonoridade diferente. Exploramos desde o pop rock, ao indie rock e até funk rock. Todas as músicas são geralmente originais. Como já estamos à espera que as pessoas não conheçam as nossas letras, pretendemos que levem, pelo menos, o refrão nas cabeças e tenham uma ótima noite.

Já estão a preparar o lançamento do primeiro álbum. Como é que tem corrido o processo?
Começámos esse caminho, ao lançarmos o nosso primeiro single, “Ao Metro”. Nos últimos dois anos, lançámos mais três projetos: “Tu só vives uma vez”, “Mosquito na Tela” e “Este País”. Nessa altura, tínhamos decidido lançar conforme compúnhamos músicas novas, mas há cerca de dois anos optámos por uma abordagem diferente. Em vez de publicá-los, guardamos os temas até termos material suficiente para conseguirmos trabalhar num álbum. Vamos começar as gravações em abril, nos estúdios BlueHouse, em Coimbra. Queremos subir de patamar. Podemos adiantar que o disco vai ter oito temas originais e será bastante diferente dos temas já editados. Por enquanto, podemos dizer que irá abordar temáticas como lições de vida, a família e o amor. Vamos apostar num estilo de rock diferente e até incluir uma balada, algo que ainda não fizemos até agora. Também vamos incluir alguns temas já conhecidos do público, ou seja, será regravado com uma nova roupagem.

O que podemos esperar do vosso próximo concerto?
Já passámos por alguns palcos ao longo dos últimos anos, como o Ceira Rock Fest, a Feira Popular de Coimbra e ainda a Feirarte. Além disso, marcámos presença em eventos feitos a pensar em bandas que estão a começar e estivemos um pouco por todo o País, desde Lisboa, Seixal e Figueira da Foz. O próximo concerto de dia 30 de março, será uma viagem pelo repertório de originais, com alguns covers tradicionais do rock português. Também vamos cantar, pela primeira vez, dois dos temas que farão parte do álbum, o “Zé Ninguém” e “Conquista”. Vai ser o primeiro concerto do ano. Além dessa data, podemos adiantar que vamos estar no dia 18 de maio, no Atelier da Fábrica em Coimbra, dia 22 de junho, ainda não podemos anunciar o espaço, mas será em Coimbra também e ainda 28 de junho e 18 de agosto em duas concentrações motards, em Sertã e Barcelos, respetivamente.

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