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A jovem de Coimbra que cantou um original sobre a namorada no “The Voice Portugal”

Fabiana Brito tem 22 anos e estuda Comunicação Social. Agora, está a caminho da próxima fase do programa.

Com 22 anos e natural de Coimbra, Fabiana Brito conquistou a audiência portuguesa nas provas cegas do “The Voice Portugal”, ao interpretar a faixa “Dilúvio”, da artista Garota Não, que se afirmou no panorama musical nos últimos anos.

A voz distintiva e a energia contagiante de Fabiana em palco permitiram-lhe virar as cadeiras de dois dos mentores, Sónia Tavares e a dupla Calema, garantindo-lhe um lugar na fase seguinte do concurso. Além disso, a pedido do painel de jurados, interpretou um dos seus temas originais, “Simplesmente Maria”, dedicado à namorada, e emocionou o público com a sua demonstração de amor e autenticidade.

A música está presente na vida da concorrente desde os seis anos, aprendeu a tocar guitarra num clube local, sem qualquer influência familiar direta. Anos mais tarde, decidiu unir o canto à guitarra para desenvolver o seu percurso artístico, embora nunca tenha frequentado aulas formais de canto. No entanto, estudou na Associação Recreativa e Musical de Ceira e realizou um curso profissional de jazz.

“A minha família sempre apoiou muito a minha paixão pela música. Foram eles que me ofereceram a minha primeira guitarra. Costumava tocar muitas vezes nos almoços de família”, recorda, em conversa com a NiC.

Fabiana participou em alguns projetos musicais quando estudava no secundário e chegou a atuar em associações locais, apesar de esses projetos não terem avançado muito. 

Em 2024, participou num concurso de bandas, com mais quatro amigos, que oferecia a possibilidade de tocar na Queima das Fitas. Infelizmente, não conseguiram passar a essa fase, mas a experiência despertou nela o desejo de compor temas originais.

“Comecei a escrever e surgiu a música ‘Simplesmente Maria’, o meu primeiro original. Escrevi a minha história com a minha namorada e, sendo algo verdadeiro, acabou por tornar tudo mais simples. Depois, gravei o single no estúdio de um amigo meu, também de Coimbra. Sem o apoio dele, nada disto seria possível”, revela.

Atualmente, concilia a licenciatura em Comunicação Social, — está a frequentar o segundo ano, — com o envolvimento na competição televisiva, tentando equilibrar ambas as paixões. “Organizo o meu tempo consoante os momentos livres, e, até agora, tenho conseguido”, explica.

A artista já se tinha inscrito duas vezes no programa, em anos anteriores, mas não conseguiu ir além dos castings. Este ano, no verão, recebeu um email da produção, que indicava que tinha sido selecionada. Afinal, a resposta tinha sido um “erro informático”, mas fê-la reconsiderar-se e inscrever-se novamente, o que acabou por ser decisivo.

“No início, estava um pouco reticente, mas confiei nas pessoas que me rodeiam, e acabei por me inscrever. À terceira podia ser de vez, e foi. Contudo, ainda ponderei desistir, porque estava muito ansiosa. Não sabia se estava pronta para este tipo de exposição”, reitera.

No dia da prova, a jovem levou consigo a família e amigos, que revela serem os seus “maiores fãs”. Embora nervosa, à medida que interpretava a sua canção, notou a reação entusiasta do público, o que a ajudou a sentir-se mais segura. 

A interpretação do tema “Dilúvio” rendeu-lhe muitos elogios por parte dos mentores. “Cantei em português porque encaixa melhor na minha voz. Antigamente cantava em inglês, mas a minha voz soa melhor em português. Toda a gente me diz isso”, esclarece.

Durante a sua atuação, conseguiu virar duas cadeiras, optando pela mentora Sónia Tavares, com quem sente maior identificação. “Já tinha a decisão tomada antes de as cadeiras virarem. A minha primeira escolha seria sempre ela, caso virasse”, afirma.

No que respeita à fase das Batalhas, na qual terá de enfrentar outros concorrentes dentro da sua equipa, Fabiana manifesta alguma ansiedade, mas também confiança de que as provas vão ser intensas e exigentes, obrigando a escolhas difíceis. 

No futuro, sonha seguir uma carreira dedicada à música, embora reconheça que seria igualmente importante conseguir conciliar essa paixão com a sua formação académica. “Se der para conciliar a minha área com a música, já será muito bom”, afirma.

Independentemente do desfecho na competição, a jovem garante que não pretende abandonar o mundo da música: já tem várias composições originais gravadas, com lançamento previsto para o próximo ano.

Carregue na galeria para ver mais imagens da concorrente do “The Voice Portugal” em ação.

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