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A marca de bijuteria que promete tornar qualquer mulher “confiante e livre”

Se prefere conhecer as peças ao vivo, já não precisa de esperar. A Miray vai estar no Coimbra Hype Market a 20 e 21 de abril.
Para completar qualquer look.

Desde pequena que Daniela Alves quis traçar o próprio caminho. Assim que terminou a licenciatura em Moda na Escola de Moda de Lisboa, os planos começaram a ganhar forma. Em 2012, mudou-se para Paris, para se inscrever no mestrado na mesma área. Não falava francês, nem tinha o valor total para pagar as inscrições. Acabou por arranjar o primeiro emprego, numa caixa de supermercado, mas sempre com um objetivo em mente: ter o próprio negócio.

“Nunca foi fácil e aprendi a língua por necessidade. Terminei o mestrado, completei um estágio e foi esse processo que me abriu portas na minha área”, explica. Ficou a morar na capital francesa durante oito anos, o que cimentou ainda mais a vontade de construir o próprio negócio, uma vez que se apaixonou por todo o processo estratégico e de marketing e não apenas pelo design das peças.

Em 2021, antes de regressar a Portugal, Daniela criou as primeiras peças à mão. “O meu plano sempre foi regressar ao nosso País, mas precisava de ter estabilidade. Como estava com dificuldade em encontrar emprego, decidi levar a marca comigo”. Por isso, trabalhou simultaneamente, até juntar o suficiente para voltar. Agora, aos 32 anos, esta é a sua principal fonte de rendimento.

“Queria algo que pudesse criar e experimentar, sem ter um grande investimento inicial. Entre conversas, descobri a argila e a versatilidade que permitia, até porque queria eliminar qualquer obstáculo que bloqueasse a minha criatividade”, sublinha. Assim, começou por fazer brincos e a razão é bastante simples: na altura da Covid-19, havia poucos elementos que se pudessem ver e ser utilizados. No entanto, os brincos estavam sempre à vista e, por isso, foi a primeira aposta da Miray.

O nome é bastante curioso. “Queria espelhar a minha entidade e como nasci em Miranda do Douro, só fazia sentido aproveitar o mirandês”. Por isso acabou por escolher a palavra “mirai”, que significa olhar e observar. “Sempre que algum cliente, se olhe ao espelho, quero que se sinta bem e achei a palavra indicada para simbolizar isso”.

Ao longo dos anos, Daniela incluiu algumas peças de fornecedor feitas em aço inoxidável ou latão. Hoje em dia, cerca de 80 por cento das peças são feitas à mão e as restantes são complementares. Uma das estratégias que prefere é unir os dois, que resultam em artigos personalizáveis.

Durante um ano, constrói quatro coleções fixas: uma de primavera, verão, outono e Natal. Além disso, os excedentes da argila são sempre aproveitados e resultam em novas peças limitadas, chamadas Reclay. “Tentamos ter sempre uma consciência sustentável e reaproveitar sempre o que podemos”, salienta.

A primeira coleção deste ano vai estar disponível esta sexta-feira, dia 19 de abril. Atualmente há brincos, pulseiras, colares, earcufs e anéis. Todos os artigos são feitos em aço inoxidável, latão e/ou argila. Os preços rondam os 6€ e os 18€.

A aposta nos mercados é relativamente recente e tem explorado cada vez mais opções fora da Miranda do Douro e Porto. “No norte, acabamos inundados por turistas e nem sempre temos o melhor feedback do público português”. Em Coimbra, vai ser apenas a segunda visita, mas o resultado tem sido bastante positivo. A marca regressa à cidade nos próximos dias 20 e 21 de abril, no Coimbra Hyper Market.

Carregue na galeria para conhecer as propostas da Miray.

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