Powered by CIM|RC

compras

A loja de Coimbra que eterniza os “jardins mágicos” através da bijuteria

Há seis meses, uma jovem de 26 anos decidiu começar a criar acessórios através das flores que colhia do próprio quintal. Agora, é um negócio.
É tudo feito à mão.

A natureza foi o primeiro amor na vida de Cláudia Carvalho. Aliás, ela só se sente realizada se estiver rodeada de plantas e flores, tal como acontecia na pequena aldeia em Miranda do Corvo, no distrito de Coimbra, onde nasceu. Apesar dessa felicidade, a vida encarregou-se de aproximá-la da cidade, quando decidiu estudar Engenharia Física na Universidade de Coimbra.

“Durante esses anos apercebi-me da falta que o campo me fazia e a calma que me transmitia”, salienta a jovem de 26 anos. A maioria do seu tempo na universidade foi bastante afetado pela pandemia Covid-19, por isso começou a procurar outros hobbies em busca de um refúgio mais tranquilo e pacífico.

Aprendeu a arte do artesanato junto da mãe, que a ensinava a costurar e a fazer diversas peças. Até que rapidamente se apercebeu de que queria seguir outro caminho: a natureza. Cláudia começou por criar peças decorativas, com pequenos cogumelos em cápsulas de vidro. Mas isso não era suficiente. “Achei que seria interessante criar algo em que as pessoas pudessem estar sempre acompanhadas de plantas”, explica.

Foi um desafio até descobrir a técnica ideal para atingir esse propósito — peças vitrificados. “Chegar ao produto final foi uma longa jornada de tentativa e erro. Foi preciso realizar imensa pesquisa para chegar ao resultado que pretendia”. Por isso, começou a vender peças a amigos e família, de modo a poder retirar o feedback necessário para evoluir.

Da sua paixão e desejo de estar acompanhada pela natureza, nasceu o Magic Garden, a loja onde expõe as peças que produz. “Para mim, é uma forma de documentar o meu trabalho, mostrar mais a evolução, do que propriamente vender”. As vendas acontecem sobretudo nos diversos mercados do distrito de Coimbra, nomeadamente o Coimbra Hype Market.

As peças de Cláudia unem a técnica de secagem de flores com a resina UV, que começou a vender há apenas seis meses. “Quase ninguém acredita que são flores verdadeiras”.

Para a elaboração de todas as peças, Cláudia produz as próprias flores num pequeno jardim que tem em casa. “Cultivo e trato delas. É o ideal, para não ser tão invasivo para a natureza e prejudicar o menos possível”.

Mas como tudo se processa? Após termos a flor, passamos para a secagem. Essa transição pode ser feita de duas formas diferentes: através do prensador de flores ou com sílica, um pó colocado por cima. Algo que pode demorar até três semanas.

Depois avançamos para a cobertura em resina UV. “Coloco a resina por cima e levo ao forno indicado. É importante confirmar se fica completamente seca. Um truque que gosto de fazer é deixar a peça ao sol”. Para finalizar, basta cortar as zonas mais pontiagudas. Todo este processo pode demorar cerca de um mês.

Não há coleções, nem lançamentos específicos. “Tento trabalhar da forma mais livre possível, até porque tudo depende dos produtos que estão disponíveis no campo. Mesmo que tentasse, nem sempre consigo replicar as peças para ficarem exatamente iguais”, explica. Por isso, todas as peças são únicas e é provável que não encontre novamente outra semelhante.

No entanto, por conterem flores verdadeiras, é necessário ter alguns cuidados. É importante não expor a peça demasiado tempo ao sol e guardá-las num lugar sem humidade e com pouca luz.

Os preços das peças rondam os 6€ e 15€. Se ficou curioso em ver um destes exemplares ao vivo, nada melhor do que passar pela banca da Magic Garden no próximo dia 23 de março, no Coimbra Hype Market.

Carregue na galeria para conhecer as peças originais da Magic Garden.

MAIS HISTÓRIAS DE COIMBRA

AGENDA