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Esqueça o Porto. A melhor francesinha está em Coimbra (e é vegetariana)

O espaço abriu em 2021 e sempre apostou em receitas "leves e saudáveis", que fogem do conceito tradicional.
Já estamos a salivar.

Conheceram-se quando decidiram continuar o percurso académico na cidade. Ambos frequentavam o curso de Antropologia na Universidade de Coimbra e trabalhavam em part-time num restaurante ali perto. Quando terminou os estudos, o casal dividiu-se por áreas distintas: Adriana Aires de Carvalho foi para o setor da banca e Tomás de Carvalho dedicou-se à logística.

No entanto, ambos ficaram com o “bichinho” da restauração e sonhavam abrir um espaço próprio. Em 2017, esse plano ficou em stand-by quando decidiram ir para Inglaterra. Apesar de terem sido cerca de nove meses, o casal revela que este período foi essencial para conhecer novas cozinhas e aperfeiçoar as técnicas. 

“Apercebemo-nos que a vida de imigrante não era para nós. Por isso, regressámos rapidamente”, explica a jovem de 29 anos. Ainda nesse ano, como não estavam a encontrar emprego, foram trabalhar para a empresa de materiais de construção dos pais de Tomás, de 34 anos. Durante esse verão, receberam uma proposta irrecusável: o primeiro restaurante que os contratou precisava de pessoas para os três meses dessa estação. O que, inicialmente, seria uma atividade sazonal, transformou-se numa proposta efetiva. Adriana ficou como cozinheira e Tomás ocupou o cargo de gerente.

A chegada da pandemia de Covid-19 foi a oportunidade perfeita para o casal remodelar o espaço, que entretanto comprou. Nessa altura, os responsáveis aproveitaram para desenhar o menu. Todo o processo demorou cerca de meio ano. As portas do OAK abriram oficialmente a 20 de setembro de 2021 e o espaço tem conquistado os conimbricenses.

Adriana é natural do Porto, por isso, sempre esteve habituada a comer as melhores francesinhas. Quando se mudou para Coimbra, sentiu saudades de comer este prato tradicional e decidiu criar a própria receita. “Queríamos transformar um prato pesado em algo mais saudável e com bons ingredientes”, revela.

A francesinha é uma das especialidades do restaurante, sendo considerada o prato principal. O molho é 100 por cento vegetal, feito à base de oito legumes, licores e cerveja artesanal. Cada tacho demora entre duas horas a duas horas e meia, até ficar concluído. E esta demora é o derradeiro segredo da receita. “É tudo pensado para criar um completo equilíbrio entre a doçura e acidez”, salienta.

 
 
 
 
 
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“O maior fator diferenciador é que a francesinha é vegan, sem gordura saturada e à base de licores de qualidade, principalmente porque acho que o molho tradicional não tem nenhum legume na composição”. Além disso, o pão de forma tradicional também não é utilizado, nem há gordura saturada ou quaisquer aditivos. No entanto, mantêm-se os enchidos e o ovo suculento por cima. Há três opções disponíveis e todas são acompanhadas por um mix de batatas brancas e doces assadas no forno.

A preocupação principal é adaptar as comidas tradicionais portuguesas a todas as dietas. “Não usamos óleo no restaurante e não temos nada frito, daí que tenhamos decidido escalfar o ovo. Assim, garantimos a mesma cremosidade e textura, além de ser mais saudável”, acrescenta. A escolha do pão também foi essencial. “Queríamos alternativas e, para chegar a este resultado, experimentámos todas as combinações possíveis”.

Neste momento, existem três opções diferentes de francesinhas. A primeira é a de novilho, que é a opção mais próxima da tradicional. É feita com medalhão de novilho e o pão é de milho com sementes de girassol (18€). Há também a de frango e alheira, acompanhada com pão de beterraba. É a opção mais pedida no restaurante (16€). Por fim, a vegetariana é composta por legumes grelhados, como beringela, curgete e um mix de pimentos vermelhos e amarelos. O pão escolhido é de alfarroba (15€). Estas propostas podem ser feitas sem glúten.

O restante menu composto por mais três pratos, que mudam duas vezes por ano. Neste momento, pode encontrar barriga de porco crocante, batata gratinada e tomate cherry confitado (18€), tarte de bacalhau à portuguesa (18€) e ainda gnocchi de batata boce com mix de cogumelos (17€). Para terminar a refeição, nada melhor do que o leite de creme caramelizado (5€) e o bolo de maçã e nozes, areia de nozes com gelado e caramelo salgado (6€).

Carregue na galeria para conhecer o espaço e os pratos que pode encontrar.

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    R. de Fernandes Thomas 16
    3000-167 Coimbra
  • HORÁRIO
  • Segunda a domingo, das 12h30 às 15h30 e das 19h às 23h
  • Encerra ao almoço: segundas e sextas-feiras
PREÇO MÉDIO
Entre 20€ e 30€
TIPO DE COMIDA
comida portuguesa

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