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A (r)evolução da gastronomia da Região de Coimbra está a acontecer. Vêm aí novidades

Coimbra é Capital Europeia da Gastronomia até ao final deste ano, mas no futuro a transformação do setor vai continuar.
Novos pratos e negócios podem surgir.

Coimbra é Região Europeia da Gastronomia até ao final deste ano. A distinção, sob o mote “A million Food Stories”, imprimiu um novo dinamismo ao setor que agora ninguém quer que termine. Para assegurar isso mesmo, a Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIMRC) está a envolver novos protagonistas e a preparar um conjunto de iniciativas para os próximos tempos. A gastronomia está a mudar, Coimbra quer fazer parte da (r)evolução e começar já a preparar a comida do futuro. 

Só no primeiro trimestre de 2023, o Condeixa Food Lab, academia gastronómica em Condeixa-a-Nova, vai ser palco de dois bootcamps, destinados a estudantes e empreendedores, e de um fórum aberto a todos os interessados. “A região está hoje mais robusta, mas há que pensar o pós Região Europeia da Gastronomia”, considera Jorge Brito, secretário executivo da CIMRC explicando que o que se pretende é também “alinhar o que se está a fazer com as agendas nacionais e europeias do setor”.

Preparar o futuro e a comida do futuro é a isso que a região se propõe. A ideia, explicou Raul Almeida, vice-presidente da CIMR, na apresentação das atividades do próximo ano, esta sexta-feira, 9 de dezembro, é aproveitar o que foi já feito para continuar a “desenhar o caminho”, tirando partido de todo o potencial dos produtos dos 19 municípios da comunidade intermunicipal. Além de saber contar a sua história, num conceito que valorize o passado, a tradição e a cultura mas que aposte também na criatividade e inovação.

O empratamento e o food styling são temas muito explorados nos bootcamps.

Cada vez mais se “comem” histórias. Numa região com um património gastronómico tão rico existem inúmeras narrativas à espera de serem contadas. Para ajudar nessa tarefa, e escrever a receita certa, a CIMRC conta com o envolvimento do jornalista de gastronomia Rafael Tonon, especializado em tendências gastronómicas. O brasileiro, que vive atualmente no Porto e escreve para publicações como o “Washington Post” ou “Epicurious”, considera que “a gastronomia é um tema de futuro” e acredita que “Portugal pode ser a grande potência da gastronomia na Europa nos próximos anos”.

Uma das intenções da CIM é precisamente “posicionar a Região de Coimbra à escala nacional e internacional”. Para isso conta com o apoio da consultora Opium, que irá fazê-lo convocando a “cultura ancestral”, como explicou o consultor Carlos Martins. “É incontornável que se volte às raízes”, sublinha, falando da necessidade de “voltar a olhar para o que está próximo, para o que está ao nosso lado, recorrer às cadeias curtas e a uma economia mais circular”.

Se por um lado a receita está a ser escrita por quem observa as tendências mundiais, por outro há que meter as mãos na massa, chamar quem tem potencial, empreendedores, os que são capazes de executar toda esta revolução. É aí que entra o know-how da Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra.

“A partir da valorização dos produtos e da tradição, o que importa, para conseguirmos ir ao encontro do cliente e do turista gastronómico, é apresentarmos um produto trabalhado de uma forma mais contemporânea, apostando na área de styling, melhorando empratamentos, surpreender o cliente mas sem desvalorizar toda a cadeia do produto gastronómico. Dar um brilho diferente ao produto valorizando-o, contando história, como se chegou desde a terra até ao prato”, explicou Sandra Simões, para quem “os próprios produtores, ao verem os seus produtos trabalhados de forma diferente, vão valorizá-los mais”. 

Contar a história da comida, do prado ao prato, é o lema.

As próximas iniciativas são os bootcamps, no Condeixa Food Lab, de dois dias cada um, agendados para 16 e 17 de fevereiro e 23 e 24 do mesmo mês. Ambos vão fornecer formação intensiva e especializada em gastronomia e desenvolvimento de negócios e são dirigidos a profissionais e estudantes que se podem inscrever através do email reg2021@nullcim-regiaodecoimbra.pt. Os eventos são de participação gratuita e vão permitir identificar oportunidades de negócio e gerar ideias de valor.

Na agenda do primeiro trimestre está igualmente o fórum “Coimbra Food Region”, a 9 de março, que irá juntar alguns dos principais atores a nível nacional na área da gastronomia, inovação e empreendedorismo. A entrada é também livre mediante inscrição para o mesmo endereço de email. O encontro servirá para apresentação de boas práticas, mostra de produtores, debate com especialistas do setor e ações de qualificação/ capacitação.

A fechar o capítulo da Região Europeia da Cultura, Coimbra está já a virar a página e segue com a narrativa até porque, como refere o chef embaixador do cabrito, João Cura, “a inovação do futuro será procurar a história do passado”. 

De seguida carregue na galeria e veja algumas das especialidades presentes na Carta Gastronómica da Região de Coimbra.

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